Assessoria da Fetec-CUT/CN desmonta falácia do governo de que reforma da Previdência é igual para todos

Publicado em 25/02/2019 08:45

Reforma prejudica especialmente os mais pobres e as mulheres e não atinge os que realmente geram prejuízos para o sistema

Em artigo publicado nessa quarta (20), a LBS Advogados, que assessora a Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) desmontou nesta quinta-feira 21 o argumento de “igualdade” apresentado pelo governo de extrema-direita de Bolsonaro para tentar emplacar a reforma da Previdência. Intitulado “Que igualdade é essa?”, a assessoria apresenta uma série de pontos que mostram que a tal reforma, apresentada ao Congresso Nacional como PEC nº 06/2019, é mais um ataque do governo federal à sociedade, principalmente aos mais pobres.

De acordo com o artigo, “regras uniformes, que desconsideram as particularidades da vida de homens e mulheres, de pessoas ricas e pobres, daquelas que trabalham na cidade e no campo, não geram igualdade. Pelo contrário, geram injustiça e agravam a desigualdade social que assola o país”.

O artigo ainda afirma que é uma armadilha do governo federal a ideia de igualdade com a proposta de que “rico e pobre aposentarão na mesma idade”. “Ora, rico é rico. Sua subsistência está garantida em qualquer idade, a despeito do benefício que porventura venha a receber do sistema previdenciário; se é que o rico contribui. O rico tem tempo, enquanto é rico, de viver, de viajar, de estar com a família, de ir ao médico, à praia, à fazenda e, ainda, de fazer uma previdência privada para complementar a “insuficiente” pensão prestada pelo Estado. O pobre, por sua vez, trabalha e trabalha para poder sobreviver na esperança de ter tempo para viver ao se aposentar.”

O texto ainda afirma que a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro prejudica especialmente os mais pobres e as mulheres, ao mesmo tempo que não atinge aqueles que realmente geral prejuízos para o sistema. “O gasto com juros e amortizações da dívida, que no ano de 2017 chegaram a uma fatia de 39,7% do orçamento fiscal executado”, afirma.

Leia aqui a íntegra do texto.

Fonte: Fetec-CUT/CN, com CUT Brasília