Bancários do Centro-Norte participam do tsunami da educação que varreu país

Publicado em 17/05/2019 09:33
Grandes manifestações nas capitais e grandes cidades protestaram contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência de Bolsonaro. É o preparativo para a greve geral de 14 de junho

Os bancários do Centro-Norte e de todo o país também foram às ruas nesta quarta-feira 15 participar das manifestações e se solidarizar com a greve geral dos trabalhadores da educação contra a reforma da previdência e contra o corte de verbas que o governo Bolsonaro está impondo às universidades federais e centros de pesquisa. Houve grandes atos de protesto em praticamente todas as capitais e 160 grandes cidades do país.

A tag #TsunamiDaEducação ocupou o topo do Twitter Brasil desde o início da manhã das manifestações e a segunda posição no ranking mundial. A tag dialoga com o tamanho da mobilização que tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas.

“Esse foi o primeiro grande enfrentamento de rua às políticas de Bolsonaro de destruição do país, o que é um ensaio para a greve geral que a CUT e as demais centrais sindicais convocaram para 14 de junho. Os bancários e outras categorias de trabalhadores participaram das manifestações porque educação é um tema importante para toda a sociedade e para o futuro do país”, afirma Cleiton dos Santos, presidente da Fetec-CUT/CN.

As manifestações no Centro-Norte

Brasília fez a maior manifestação do Centro-Norte, reunindo mais de 50 mil pessoas no ato que se encerrou em frente ao Congresso Nacional. Logo no início da manhã, a Universidade Federal de Brasília (UNB) amanheceu parada. Estudantes, professores, trabalhadores da educação e demais categorias ocuparam o Museu da República para protestar contra o corte na educação e em defesa da aposentadoria.

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Em Cuiabá, no início da tarde mais de 15 mil pessoas fizeram uma passeata pelas ruas centrais. Ainda no Mato Grosso, os manifestantes protestaram em Tangará da Serra contra os cortes na educação e sinalizaram ao governo que este é só o esquenta para a greve geral de 14 de junho. Manifestações ocorreram também nos municípios de Rondonópolis e Cáceres.

Na capital paranaense, em Belém, 60 mil protestaram e mandaram um recado ao governo de Bolsonaro: não mexam na educação e na aposentadoria do povo. Em Marabá, também no Pará, estudantes da Unifesspa participaram da paralisação. Em Capanema também teve mobilização de estudantes, professores e pais de alunos.

Em Campo Grande, professores e alunos das escolas municipais e estaduais e instituições federais paralisaram as atividades e foram às ruas protestar contra o bloqueio de verbas da União para a educação e a reforma da Previdência.

Em Rio Branco, no Acre, quase 2 mil estudantes e professores das redes municipal e estadual, sindicalistas e militantes dos movimentos sociais caminharam até o Palácio Rio Branco, onde fica o gabinete do governador Gladson Cameli (PP), para protestar contra os cortes na educação e a reforma da Previdência. #TsunamidaEducação.

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) amanheceu parada nesta manhã. Os alunos se concentraram para debater sobre o que está acontecendo no Brasil. No ato que teve início às 15h, milhares de manifestantes ocuparam a Praça da Bandeira contra o corte na educação e a reforma da Previdência.

Em Porto Velho, estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) fizeram um ato na Avenida Sete de Setembro, principal via da capital para protestar contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) e em defesa da aposentadoria.

Em Boa Vista, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR) fecharam os portões logo nas primeiras horas da manhã. Além da UFRR, participam do ato o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e parte da Universidade Estadual (UERR). O Colégio de Aplicação da UFRR e a Escola Agrotécnica também paralisaram. Às 15h tem ato na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista.

Em Manaus, os servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas fizeram ato na Avenida Rodrigo Otávio, na Zona Sul da cidade. O ato público, com professores, estudantes e trabalhadores das demais categorias, está marcado para ocorrer às 15h, na Praça do Congresso.

Em Goiás, 40 municípios pararam para exigir respeito à educação e em defesa da aposentadoria. “Cerca de 80% das escolas, entre estaduais e municipais, aderiram ao chamamento do sindicato. Precisamos lutar contra os desmandos dos governantes que só acenam com cortes e desmontes”, pontuou a professora Bia de Lima, presidente do Sintego.

Em Palmas, no Tocantins, estudantes fecharam o portão de entrada da Universidade Federal e Estadual do Tocantins. As Unidades Warã e Cerrado, da Universidade Federal do Tocantins, Campus de Miracema, também aderiram à paralisação pela educação.

Veja aqui como foram os atos em todo o país.

Fonte: Fetec-CUT/CN, com CUT Nacional