Caminhoneiros confirmam greve por tempo indeterminado

Publicado em 01/02/2021 09:15

Caminhoneiros confirmam greve por tempo indeterminado

Jornal GGN

Os caminhoneiros pretendem fazer uma nova paralisação por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (01/02). Entre as pautas, estão melhores condições de trabalho, direito à aposentadoria especial e os protestos contra o aumento do preço do combustível e o marco regulatório do transporte marítimo (BR do Mar).

 A decisão do segmento em cruzar os braços foi tomada em 15 de dezembro de 2019, durante assembleia do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). Embora a entidade reúna 40 mil caminhoneiros em São Paulo e conte com afiliados em outros estados, ainda não se sabe ao certo o tamanho da mobilização.

Segundo o site Congresso em Foco, a categoria realizou paralisação semelhante durante dez dias em 2018, durante o governo de Michel Temer, o que chegou a comprometer o abastecimento do país. Nas eleições realizadas naquele ano, a categoria votou em peso no atual presidente, Jair Bolsonaro.

O presidente do CNTRC, Plínio Dias, diz que a situação atual é “pior” do que a que gerou a mobilização em 2018. “As nossas pautas, que a gente trabalhou em 2018, a gente ganhou e não levou. O que funciona é só o eixo erguido do pedágio, pra não pagar. Todas as reivindicações de 2018 não vingaram, só uma, que é a do eixo erguido”, explicou, estimando que até 80% dos caminhoneiros integrem à mobilização, cuja duração depende diretamente de um acordo com os políticos.

Porém, um novo ponto inflamou a categoria: em artigo publicado no portal UOL, o jornalista Chico Dias explica que circula pelos grupos de WhatsApp da categoria um áudio em que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, diz que não vai atender a nenhum item da pauta dos motoristas que anunciaram greve para amanhã.

Em conversa com um representante da categoria, Freitas diz que é impossível não só atender as reivindicações atuais, como também fiscalizar o cumprimento dos benefícios conquistados pelos caminhoneiros na greve de 2018.