Lucro do Itaú chega a quase R$ 13 bilhões no 1º semestre

Publicado em 01/08/2018 11:29

​Maior margem financeira com clientes, ganho com prestação de serviços, além do menor custo do crédito contribuíram para o desempenho

O Banco Itaú obteve um Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,801 bilhões no 1º semestre de 2018, crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2017. A rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado – ROE) ficou em 22%, com aumento de 0,2 pontos percentuais em doze meses, segundo análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o relatório do banco, “o desempenho no trimestre ocorreu em função da maior margem financeira com clientes e do maior ganho com prestação de serviços, além do menor custo do crédito. Esses efeitos positivos foram compensados por maiores despesas não decorrentes de juros e por menor margem financeira com o mercado”.

“Mesmo em uma conjuntura de crise e falta de crédito, o banco vem mantendo sua alta rentabilidade no setor financeiro. Nós, funcionários, vamos cobrar do banco a contratação de mais pessoas e uma melhor distribuição na remuneração dos programas próprios (Agir e PCR). O banco tem totais condições de atender as reivindicações do movimento sindical”, observou o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves.

A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias do Itaú cresceu 8,9% em doze meses, totalizando R$ 18,8 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram 5,1%, chegando a R$ 11,3 bilhões. Com isso, apenas com as receitas secundárias o banco conseguiu cobrir 166,27% das despesas que teve com os funcionários em junho de 2018.

Emprego bancário
holding encerrou junho de 2018 com 86.144 empregados no país, com abertura de 4.892 novos postos de trabalho em doze meses. A expansão do quadro de funcionários se deve, na verdade, à aquisição das operações de varejo do Citibank no Brasil (com 2.897 trabalhadores) e as contratações na rede de agências do Banco de Varejo, além da maior contratação na área de tecnologia visando acelerar o processo de transformação digital. Em número de agência, o saldo do período foi de oito agências físicas e seis agências digitais abertas (que somaram 160 unidades, em junho de 2018). Entretanto, ao se considerar que 71 agências físicas do Citibank foram incorporadas ao grupo, o saldo, de fato, é de 63 agências físicas fechadas em doze meses.

Veja a íntegra da análise do Dieese.

Fonte: Contraf-CUT