Pesquisa mostra que taxa desemprego no Brasil é o dobro da média das maiores economias e a quarta pior

Publicado em 24/11/2021 09:17

Brasil247

A taxa de desemprego no Brasil sob Jair Bolsonaro e Paulo Guedes alcançou a quarta pior posição entre as 44 maiores economias do mundo, além de ser o dobro da registrada nesses países. O ranking foi elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating, que reúne dados de mais de 40 países que já divulgaram dados oficiais sobre o terceiro trimestre. Ainda segundo a pesquisa, o desemprego no Brasil também é o pior entre as nações que integram o G20.

Conforme o ranking divulgado pelo G1, somente a Costa Rica (15,2%), Espanha (14,6%) e a Grécia (13,8%) registraram em agosto uma taxa de desemprego acima da registrada pelo Brasil (13,2%). A média global é de 6,5%. A Austin rating destaca, ainda, que as menores taxas são as de Cingapura (2,6%), Suíça (2,7%) e República Tcheca (2,8%). A África do Sul, Arábia Saudita e Argentina não divulgaram os dados oficiais referentes ao terceiro trimestre.

“Essa é uma fotografia clara de quanto o Brasil está perdendo na geração de emprego. Entre esses 44 países estão concorrentes diretos e outros emergentes como Cingapura, Coreia e México. Nestes países, a taxa de desemprego chega a 4%, 5%, no máximo”, disse o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

Entre os países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a taxa de desemprego caiu para 5,8% em setembro, estando em 0,5 ponto percentual acima do nível pré-pandemia, de fevereiro do ano passado (5,3%). Na zona do euro, a taxa ficou em 7,4% em setembro, retornando ao patamar pré-pandemia. Nos EUA,o índice caiu para 4,8%, ante 5,2% registrado em agosto.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou uma queda de 0,6 ponto porcentual na taxa de desocupação ao longo segundo trimestre deste ano em comparação com o trimestre anterior, da redução, o país possui 14,4 milhões de desempregados, 1,7 milhão a mais do que entre os meses de abril e junho do exercício anterior.