Agora é lei! Grávidas devem trabalhar de casa, sem prejuízo do salário, na pandemia

Publicado em 17/05/2021 09:45

Agora é lei! Grávidas devem trabalhar de casa, sem prejuízo do salário, na pandemia

O que já era conquista para as bancárias grávidas na pandemia, agora é lei para todas as trabalhadoras gestantes: o afastamento do trabalho presencial durante o período da pandemia, sem prejuízo do recebimento do salário. Na última quarta-feira 12/05 a lei obteve sansão presidencial.

O projeto de lei é de autoria da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e foi aprovado pelo Congresso Nacional no dia 15 do mês passado. A grávida afastada, segundo a proposta, ficará à disposição para exercer as atividades de casa, por meio do teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho à distância.

“É uma proteção mais do que necessária não só pra mãe, mas também pro bebê e ficamos felizes que ela tenha virado lei, o que garante a elas a manutenção do salário e principalmente da vida e da saúde, de forma segura. Logo que foi decretada a pandemia no Brasil, as entidades sindicais priorizaram junto ao cumprimento dos protocolos de segurança e prevenção pelos bancos, o afastamento do grupo de risco que incluía as grávidas. Além do afastamento, as mães seguem o teletrabalho em casa até um ano de idade da criança, caso ela ainda mame. Antes da pandemia eram duas pausas de meia hora cada pra amamentação até o primeiro ano de vida”, lembra a presidenta do Sindicato, bancária da Caixa e também mãe, Tatiana Oliveira.

Liege e Laura durante expediente em casa

Graças a essa conquista, a bancária da Caixa e mãe da Laura, Liege Celice de Souza Batista, pôde acompanhar de perto, todos os dias, o primeiro ano de vida da primeira filha. “Eu tenho o privilégio de poder estar mais tempo ao lado dela, acompanhar mais de pertinho o dia-a-dia. Mesmo após um ano, maternar na pandemia continua sendo desafiador. É o medo, somado ao home office, multiplicado pelos brinquedos pela casa e as constantes “pausas” para amamentação (entre aspas, porque aqui eu amamento, trabalho, como, tudo ao mesmo tempo)”, conta Liege.

A mamãe de primeira viagem pariu Laura em dezembro de 2019, entrou de licença maternidade e quando estava se preparando para sair para rua e dar início a uma nova rotina, de mãe em tempo integral e bancária nos dias da semana, a pandemia chegou com tudo mudando os planos dela e de todo o mundo. “Quando ia sair da quarentena entrei em outra quarentena”, lembra.

Liege e Laura durante a gestação

Ao longo de mais de um ano de vida da Laura, de pandemia; Liege conta que está um pouco mais adaptada a essa nova realidade, mas as angústias e preocupações que ela sentia com a possibilidade de ter que voltar ao trabalho presencial com o fim da licença maternidade, hoje os mesmos sentimentos parecem mais fortes e mais difíceis de encarar. “Dá tristeza, dá angústia, ansiedade de ver que já passou mais de um ano, mudou pra pior e ainda temos que ficar longe de quem a gente gosta. Não conseguimos controlar tudo o que acontece e nem podemos prever quando vai acabar, por isso eu tento focar no hoje, no que está ao meu alcance. Nem todos os dias são fáceis, mas procuro aproveitá-los da melhor maneira; e se possível”, diz Liege.

Verônica e seu filho Luiz Fernando

Quem também passou toda a gravidez em home office e deu uma pausa do teletrabalho, por conta da licença maternidade, é a bancária do Banpará, Verônica Galiza, mãe do Luiz Fernando Galiza, e que está vivendo toda essa experiência materna em meio à pandemia.

“Receber a notícia que estávamos grávidos foi motivo de extrema felicidade pra nossa família. No entanto, no meio de uma pandemia, vieram as preocupações que todas as mães têm: Como proteger nossa família?”, recorda.

Apreensões que ela e bebê passaram de forma segura e protegida dentro de casa. “No trabalho, a inclusão do home office trouxe tranquilidade para que pudesse manter a rotina de trabalho e proteger o nosso bebê. Hoje, por estar no período puerperal e ser do grupo de risco, já estou vacinada e espero poder transferir a imunidade pra ele, também. A maternidade me fez entender que tudo tem o seu tempo e que nossos filhos irão carregar o nosso amor eternamente”, finaliza emocionada a mamãe Verônica

 

Fonte: Bancários PA com Agência Brasil