Comando Nacional dos Bancários discute proteção ao emprego com a Fenaban nesta quarta 25

Publicado em 23/07/2018 15:39

Desde 2013, bancos fecharam mais de 60 mil postos de trabalho e 1.882 agências, apesar dos lucros recordes. Categoria quer acabar com as demissões e gerar mais empregos


Depois da assinatura do pré-acordo para manter a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), de forma a garantir os direitos da categoria, e do tema saúde condições de trabalho, o Comando Nacional discute a preservação do emprego bancário com a Fenaban nesta quarta-feira 25, em São Paulo, na quarta rodada de negociação da Campanha Nacional de 2018. As cláusulas econômicas da pauta de reivindicações serão debatidas no dia 1º de agosto.

“Apesar de ser o setor mais lucrativo da economia brasileira, os bancos vêm fechando agências e postos de trabalho em todo o país, agravando o problema do desemprego, piorando o atendimento à população e deixando cada vez mais municípios brasileiros sem atendimento bancário, o que também impacta no desenvolvimento local e regional. Vamos lutar para preservar os empregos bancários, e os bancos têm total condições de atender a essa reivindicação da categoria”, avalia Cleiton dos Santos, presidente da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), que integra o Comando Nacional.

O número de trabalhadores nos bancos vinha crescendo de 2000 até 2012 e a partir daí começou a cair. Desde 2013, as empresas financeiras fecharam 1.882 agências e cortaram 60.352 postos de trabalho, aí incluídos os 2.675 cortes somente nos primeiros cinco meses de 2018.

Novas tecnologias

Os bancários também querem discutir com a Fenaban o impacto no emprego provocado pela introdução de novas tecnologias. Nesse mesmo período, com a introdução de novas tecnologias o sistema financeiro. As transações financeiras pelos canais tradicionais estão em queda acentuada. Em 2017, 35% das transações financeiras eram efetuadas via celular, contra apenas 8% nas agências e 14% nas salas de autoatendimento. O número de agências digitais já somavam 373.

“As mudanças tecnológicas também provocam grande impacto no emprego da categoria. Precisamos encontrar uma fórmula para que as inovações não tragam mais desemprego”, afirma Cleiton dos Santos.

Veja como foram as três primeiras rodadas de negociação:

˃ Rodada de negociação com os bancos sobre saúde e condições de trabalho termina sem avanços

˃ Banqueiros aceitam calendário de negociações apresentada na mesa pelo Comando dos Bancários

˃ Bancos frustram bancários e não assinam pré-acordo da CCT e nem fixam calendário de negociações

 

Fonte: Fetec-CUT/CN