Kleytton: Banqueiro, o que bate no seu peito é uma máquina de somar

Publicado em 27/03/2020 09:47

Kleytton: Banqueiro, o que bate no seu peito é uma máquina de somar

Rubem Novaes (BB), Pedro Guimarães (Caixa), Octavio Lazari (Bradesco), Candido Bracher (Itaú) e demais banqueiros, não há em vocês humanidade, vida? Porque o que bate em seus peitos não parece ser um coração.

Não veem vocês que as pessoas no mundo todo estão mudando suas atitudes, se sacrificando para o bem comum, numa grande demonstração de solidariedade nesse momento difícil que enfrentamos a crise do coronavírus? Por que não se juntar a essa onda de cooperação, verdadeiro antídoto para epidemias?

Pequenos comerciantes, autônomos, diaristas, enfim todos os trabalhadores estão fazendo a sua parte. Ah, mas os banqueiros, os que mais lucram, os que mais têm condições, não sinalizam nenhum ato de empatia, se eximindo de qualquer tipo de contribuição.

Não determinar parar as aglomerações nas unidades bancárias. Não suspender as metas. Cessar as demissões. Não deixar de lucrar, de expropriar um dia sequer.  É hora de repensar essa postura egoísta, de arrogância, excepcionalismo e autossuficiência, que não cabe neste momento de crise.

Sim, você acha que o que bate no seu peito não é um coração. Acha que é uma máquina de somar. Mas, há de chegar a hora que verás que és humano como todos nós e que a morte é a nossa única certeza.

Portanto, senhores banqueiros, a solidariedade é fundamental. É preciso reconduzir o nosso olhar e suscitar uma nova atenção e sensibilidade. É necessário estender a mão ao próximo, especialmente àqueles que são os principais responsáveis pelos lucros exorbitantes das instituições financeiras, os bancários.

Pela vida de todas e todos!