Negociação da Campanha Nacional 2018 com os bancos começa nesta quinta 28 em São Paulo

Publicado em 26/06/2018 17:05

Bancários querem manter conquistas da Convenção Coletiva, aumento real de 5%, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho e combate ao assédio moral

 

Será realizada nesta quinta-feira 28, em São Paulo, a primeira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2018, que tem entre as principais reivindicações a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, aumento real de 5% nos salários, preservação do emprego, melhores condições de saúde e trabalho, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades e mais segurança. Os bancários também definiram como bandeiras da campanha deste ano a defesa da democracia e dos bancos públicos.

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No dia seguinte, 29, também na capital paulista, haverá a primeira rodada de negociação da campanha específica no Banco do Brasil. Veja aqui.

A pauta de reivindicações da categoria foi aprovada pela 20ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em São Paulo entre 8 e 10 de junho, e entregue pelo Comando Nacional à Fenaban no dia 13.

“Manter a Convenção Coletiva será sem dúvida um dos principais eixos dessa campanha. A reforma trabalhista do governo Temer coloca em risco várias de suas cláusulas, uma vez que acabou com a ultratividade, que garantia a validade de um acordo até a assinatura de um novo. A CCT é uma conquista dos bancários, fruto das lutas de décadas, assegurada em acordos assinados todos esses anos com os banqueiros, e não pode ser jogada no lixo. Por isso, antes de qualquer coisa, reivindicamos a assinatura de um pré-acordo com os bancos prorrogando a validade da atual Convenção até que a próxima seja assinada”, afirma Cleiton dos Santos, presidente da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), que integra o Comando Nacional.

A CCT precisa ser prorrogada enquanto não houver novo acordo porque a atual, assinada em 2016 e que valeu por dois anos, expira agora em 31 de agosto.

Os bancários são a única categoria nacional com mais de uma empresa patronal que possuem uma Convenção Coletiva garantindo os mesmos direitos aos trabalhadores do setor financeiro em todo o país, seja de bancos públicos ou privados.

A primeira CCT foi assinada entre bancários e banqueiros em 1992. Hoje ela tem 71 cláusulas e garante todas as conquistas da categoria (mesmo as obtidas antes de 92), como vales alimentação, refeição, 13ª cesta, auxílio-creche/babá, PLR, complementação salarial aos afastados por doença, auxílio para requalificação profissional, entre outros direitos. Confira aqui a CCT que está em vigor.

Vejas as principais conquistas dos bancários nesse infográfico produzido pelo Sindicato de São Paulo:

Aumento real de salário

Além da manutenção da CCT e dos direitos conquistados, os bancários reivindicam 5% de aumento real de salário e melhorias na PLR.

“O sistema financeiro continua batendo recordes de lucro, apesar da crise econômica que atinge outros setores. No primeiro trimestre deste ano, somente os cinco maiores bancos tiveram R$ 16,9 bilhões de lucro líquido, um crescimento de mais de 14%. Em 2017, esses mesmos bancos embolsaram mais de R$ 63 bilhões. Eles têm, portanto, condições de sobra para atender a reivindicação da categoria de aumento real e melhora na PLR”, argumenta Cleiton dos Santos.

Preservação do emprego

Apesar dos lucros astronômicos, o sistema financeiro vem fechando postos de trabalho de forma acelerada. A mais recente pesquisa de emprego bancário realizada pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese mostra que os bancos cortaram 2.675 empregos apenas nos primeiros cinco meses de 2018.

Veja aqui a pesquisa, realizada com base no Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho. Desde 2013, os bancos já fecharam 58.067 postos de trabalho, segundo a mesma pesquisa.

“Com tamanho lucro, é inadmissível que os bancos continuem demitindo trabalhadores, agravando o grave quadro de desemprego no país. Queremos discutir mecanismos que estanquem as demissões e preservem os empregos dos bancários”, conclui o presidente da Fetec-CUT/CN.

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Fonte: Fetec-CUT/CN