Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
Resultado representa crescimento de 1,4% no trimestre e 16º recorde consecutivo de lucro atingido pela instituição
O Banco Mercantil do Brasil (BMB) registrou o 16º recorde consecutivo de lucro líquido recorrente gerencial com o resultado de R$ 279,4 milhões no 3º trimestre de 2026, considerado o maior montante trimestral em sua história. O valor representa alta de 1,4% em relação ao lucro do trimestre anterior, que foi de R$ 275,4 milhões. Com isso, o BMB acumula resultado de R$ 828,0 milhões nos nove primeiros meses do ano e crescimento de 12,3% em dozes meses.
Os juros dos empréstimos, principalmente do consignado, e as vendas de seguros e assistências foram os principais responsáveis por esses resultados, segundo relatório divulgado pelo banco. Na mesma publicação, porém, a instituição aponta que mudanças nas regras de crédito consignado, que reduziram temporariamente a margem consignável para pensionistas e aposentados, e o forte aumento de provisões para possíveis perdas e calotes impediram que o resultado do trimestre fosse melhor.
O retorno (ou rentabilidade) sobre o patrimônio líquido (ROE) continuou elevado (39,4%), apesar de representar queda de 5,6 pontos percentuais (p.p.) em doze meses. Isso porque, quando o patrimônio líquido cresce proporcionalmente mais rápido que o lucro, a porcentagem final (ROE) acaba reduzindo. E foi o que aconteceu, no período o patrimônio líquido cresceu 45,9%, chegando a R$ 3,3 bilhões.
Crédito segue em ascensão
A carteira de crédito do Mercantil alcançou R$ 25,3 bilhões - crescimento de 17,2% em doze meses e de 1,1% no trimestre. O crédito representa 64,5% do total de ativos do banco, que subiram 24,2% no período de 12 meses e 0,5% no trimestre, atingindo R$ 39,1 bilhões.
Os produtos que mais cresceram na carteira de crédito foram o consignado privado (+163%) e o crédito pessoal (+28%). Já a antecipação do saque-aniversário do FGTS caiu 24%, por conta da redução da oferta após mudanças nas regras do produto.
Provisões impactadas pelo Desenrola
A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias subiu para 4,1%, alta de 1,3 p.p. em doze meses. Já as provisões para perda esperada somaram R$ 1,088 bilhão nos nove meses: alta de 205,9% em relação ao mesmo período de 2025, mas queda de 24,8% no trimestre. Na avaliação do banco, essa melhora se deve aos efeitos do programa Desenrola.
Receitas de serviços superam despesas com pessoal
As receitas de prestação de serviços do Mercantil totalizaram R$ 1,094 bilhão nos nove meses (alta de 69,7% em doze meses), evidenciando a capacidade de geração de receitas do banco. Já as despesas de pessoal, considerando a PLR, aumentaram 17,3%, atingindo montante de R$ 705,3 milhões. Com isso, as receitas do banco foram suficientes para cobrir 155,1% as despesas de pessoal no período.
Abertura de postos e manutenção de unidades
As unidades de atendimento do Mercantil ficaram estáveis em 352. O banco que encerrou o 3º trimestre de 2026 com 3.975 trabalhadores, entre funcionários e estagiários, número que representa abertura de 329 postos em doze meses e 44 postos no trimestre.
Em um ano, a base de clientes subiu 1,1 milhão, totalizando 10,6 milhões.
Trabalhadores reivindicam valorização
"O Mercantil mostra, mais uma vez, que está no caminho certo. Sem fechamento de agências, indo na contramão de outros bancos. Mas, temos que lembrar que todo esse avanço é fruto da dedicação dos trabalhadores e trabalhadoras. Como representantes dos funcionários, nas mesas de negociação, lembramos da necessidade de melhorias aos funcionários, como a implantação de um Programa Complementar de Remuneração (PCR)", destaca Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do BMB.






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